Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 19 de setembro de 2014
Escolas cervejeiras: Inglaterra
Quando falamos em cervejas inglesas logo nos vem à cabeça os pubs. E com razão, pois existem quase 60 mil deles em todo Reino Unido, onde é consumido mais de 70% do volume das cervejas vendidas. A escola inglesa engloba também a Escócia e a Irlanda.
O consumo médio anual per capita nas ilhas britânicas é de 100 litros. Uma característica dessa escola é o grande consumo de draught beer, ou seja, cervejas em barris, correspondentes a 60% das vendas totais. Existem dois tipos de barris, os kegs de inox e pressurizados com gás carbônico e os tradicionais cask, de madeira e com bomba hidráulica. Essa cultura favorece a produção de cervejas para serem consumidas logo, sem necessidade de instalações especiais para garantir a conservação.
A grande maioria das cervejas dessa escola são menos carbonatadas e apresentam menos espuma. As Ales são as mais famosas, tanto que lá a palavra Ale é sinônimo de cerveja e não somente a família de alta fermentação.
As cervejas inglesas foram sendo criadas conforme sua história, das primeiras maltadas e pouco amargas, como Barley Wine e Strong Scotch Ale; depois com a introdução do lúpulo, as Bitters; na Revolução Industrial, apareceu a Porter. Em épocas de navegações, surgiram os estilos mais robustos como India Pale Ale e Stout. Outros estilos importantes são Irish Red Ale e Brown Ale.
Na Irlanda nasceu a Stout Porter, mais forte, amarga e com maltes mais tostados que a versão inglesa, tornando-se um dos estilos mais vendidos na ilha. Já na Escócia, conhecida por seus whiskys, foi criada uma cerveja mais encorpada, escura, doce e com teor alcóolico mais elevado, a Scotch Ale.
Um ponto muito importante para a escola inglesa é o CAMRA (Campaign for Real Ale – Campanha para Ale Verdadeira). Após uma invasão de cervejas tipo lagers vendidas a preços mais baratos nos pubs, na década de 70, consumidores se organizaram com o objetivo de trazer de volta a tradição e a qualidade das Ales inglesas. 

O CAMRA é considerado o grande responsável pelo renascimento da cerveja artesanal nos Estados Unidos e a criação da nova Escola Americana, tema da próxima coluna.

Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 19 de setembro de 2014

Escolas cervejeiras: Inglaterra

Quando falamos em cervejas inglesas logo nos vem à cabeça os pubs. E com razão, pois existem quase 60 mil deles em todo Reino Unido, onde é consumido mais de 70% do volume das cervejas vendidas. A escola inglesa engloba também a Escócia e a Irlanda.

O consumo médio anual per capita nas ilhas britânicas é de 100 litros. Uma característica dessa escola é o grande consumo de draught beer, ou seja, cervejas em barris, correspondentes a 60% das vendas totais. Existem dois tipos de barris, os kegs de inox e pressurizados com gás carbônico e os tradicionais cask, de madeira e com bomba hidráulica. Essa cultura favorece a produção de cervejas para serem consumidas logo, sem necessidade de instalações especiais para garantir a conservação.

A grande maioria das cervejas dessa escola são menos carbonatadas e apresentam menos espuma. As Ales são as mais famosas, tanto que lá a palavra Ale é sinônimo de cerveja e não somente a família de alta fermentação.

As cervejas inglesas foram sendo criadas conforme sua história, das primeiras maltadas e pouco amargas, como Barley Wine e Strong Scotch Ale; depois com a introdução do lúpulo, as Bitters; na Revolução Industrial, apareceu a Porter. Em épocas de navegações, surgiram os estilos mais robustos como India Pale Ale e Stout. Outros estilos importantes são Irish Red Ale e Brown Ale.

Na Irlanda nasceu a Stout Porter, mais forte, amarga e com maltes mais tostados que a versão inglesa, tornando-se um dos estilos mais vendidos na ilha. Já na Escócia, conhecida por seus whiskys, foi criada uma cerveja mais encorpada, escura, doce e com teor alcóolico mais elevado, a Scotch Ale.

Um ponto muito importante para a escola inglesa é o CAMRA (Campaign for Real Ale – Campanha para Ale Verdadeira). Após uma invasão de cervejas tipo lagers vendidas a preços mais baratos nos pubs, na década de 70, consumidores se organizaram com o objetivo de trazer de volta a tradição e a qualidade das Ales inglesas.

O CAMRA é considerado o grande responsável pelo renascimento da cerveja artesanal nos Estados Unidos e a criação da nova Escola Americana, tema da próxima coluna.

ó eu no @paladar

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metade de mim agora é assim

metade de mim agora é assim

em Parque Ibirapuera

em Parque Ibirapuera

Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 12 de setembro de 2014
Escolas cervejeiras: Bélgica
“A Bélgica não é o país das cervejas, e sim o paraíso das cervejas”, esse ditado é bem conhecido no mundo cervejeiro e com razão: não há nenhuma outra escola com maior liberdade de criação. Os belgas nunca tiverem uma Lei de Pureza como na Alemanha e por isso eles utilizam diversas especiarias na fabricação da cerveja, como sementes de coentro, anis estrelado, casca de laranja, cereja e condimentos. Outras características dessa escola é o realce do malte, a riqueza de copos, a utilização das cervejas na gastronomia e a produção de diversas receitas sem estilos definidos, chamadas de Specialty Beers.
Uma das cervejas belgas mais conhecidas é a Trappista, fabricada por apenas onze mosteiros no mundo, sendo que seis estão na Bélgica. Tudo começou com monges franceses, que fugindo da revolução, buscaram abrigo na Bélgica. Lá eles criaram diversos monastérios, que seguiam a Regra de São Bento, que determina que os monges executem tarefas para manutenção do lugar, foi então que eles começaram a fabricar cerveja para consumo próprio e a venda. Podemos acrescentar aqui as cervejas de abadia, também fabricadas por monges. Nesses dois grupos os estilos mais produzidos são Blonde Ale, Golden Strong Ale, Dark Strong Ale, Dubbel e Tripel.
Uma particularidade dessa escola é a fermentação espontânea, ou seja, não controlada pelo mestre cervejeiro. Ele apenas abre as janelas da cervejaria e deixa que as leveduras selvagens façam seu trabalho. A mais famosa delas é a Brettanomyces, que dá aroma animalesco para a bebida. Representantes desse método estão as cervejas Lambics, Gueuze e Fruit.
Há ainda um quarto tipo de fermentação na Bélgica, a híbrida, onde são misturados blends de cervejas de safras mais velhas com mais jovens, são os casos dos estilos Red e Brown Ale de Flandres, Bière de Garde e Saison. O país é famoso também pelo estilo Bière Brut, que passa por uma segunda fermentação na garrafa e é feito com o método champenoise, o mesmo utilizado para produção de Champagne.

Finalizando os estilos estão a Pale Ale, que são leves com sabores suaves de lúpulo e a Witbier, a representante belga de trigo, temperada com sementes de coentro e casca de laranja.

Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 12 de setembro de 2014

Escolas cervejeiras: Bélgica

“A Bélgica não é o país das cervejas, e sim o paraíso das cervejas”, esse ditado é bem conhecido no mundo cervejeiro e com razão: não há nenhuma outra escola com maior liberdade de criação. Os belgas nunca tiverem uma Lei de Pureza como na Alemanha e por isso eles utilizam diversas especiarias na fabricação da cerveja, como sementes de coentro, anis estrelado, casca de laranja, cereja e condimentos. Outras características dessa escola é o realce do malte, a riqueza de copos, a utilização das cervejas na gastronomia e a produção de diversas receitas sem estilos definidos, chamadas de Specialty Beers.

Uma das cervejas belgas mais conhecidas é a Trappista, fabricada por apenas onze mosteiros no mundo, sendo que seis estão na Bélgica. Tudo começou com monges franceses, que fugindo da revolução, buscaram abrigo na Bélgica. Lá eles criaram diversos monastérios, que seguiam a Regra de São Bento, que determina que os monges executem tarefas para manutenção do lugar, foi então que eles começaram a fabricar cerveja para consumo próprio e a venda. Podemos acrescentar aqui as cervejas de abadia, também fabricadas por monges. Nesses dois grupos os estilos mais produzidos são Blonde Ale, Golden Strong Ale, Dark Strong Ale, Dubbel e Tripel.

Uma particularidade dessa escola é a fermentação espontânea, ou seja, não controlada pelo mestre cervejeiro. Ele apenas abre as janelas da cervejaria e deixa que as leveduras selvagens façam seu trabalho. A mais famosa delas é a Brettanomyces, que dá aroma animalesco para a bebida. Representantes desse método estão as cervejas Lambics, Gueuze e Fruit.

Há ainda um quarto tipo de fermentação na Bélgica, a híbrida, onde são misturados blends de cervejas de safras mais velhas com mais jovens, são os casos dos estilos Red e Brown Ale de Flandres, Bière de Garde e Saison. O país é famoso também pelo estilo Bière Brut, que passa por uma segunda fermentação na garrafa e é feito com o método champenoise, o mesmo utilizado para produção de Champagne.

Finalizando os estilos estão a Pale Ale, que são leves com sabores suaves de lúpulo e a Witbier, a representante belga de trigo, temperada com sementes de coentro e casca de laranja.

Certificada!

Certificada!

por entre alambiques…

por entre alambiques…

Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 5 de setembro de 2014
Escolas cervejeiras: Alemanha
Existem quatros escolas cervejeiras: alemã, belga, inglesa e norte-americana. Vamos começar pela a Alemanha, a escola mais tradicional, que possui a Lei de Pureza de 1516, onde as cervejas são fabricadas apenas com água, malte, lúpulo e levedura. Mas isso não quer dizer que seus estilos são poucos e restritos. Além dessa fidelidade à lei, outras características marcantes são a lealdade à cultura regional e as cervejas com espuma farta.
Antes do século XV só era possível fabricar cerveja no inverno, por causa do clima, para driblar essa situação, os alemães começaram a guardar cervejas com blocos de gelo de rios congelados em cavernas, para poderem consumir a bebida também no verão. Daí vem a palavra Lager, que em alemão significa armazenar, que relacionamos com a cerveja de baixa fermentação.
É derivada dessa família a maioria dos estilos da escola alemã: German e Bohemian Pilsen, Münchener Helles, Märzen, Oktoberfest, Bock e Doppelbock, Schwarzbier, Dortmunder Export, Dunkel, Rauchbier, Vienna. Mas as Ales também possuem suas representantes alemãs: a de trigo Weinzebier, tradicional da Baviera, a Kölsch da cidade de Colônia, Altbier de Düsserdorf e Berliner-Weisse de Berlim.
Foram os alemães que deram início à fabricação de copos de vidro, fazendo o aspecto da cerveja ser melhor observado pelo consumidor.
Na Alemanha é comum cada bairro, vila ou cidade possuir uma cervejaria própria, são mais de cinco mil marcas diferentes feitas por aproximadamente 1300 cervejarias, dessas, metade estão na região da Baviera, onde o consumo de cerveja per capita é de 200 litros por ano, quatro vezes mais do que o brasileiro.
O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, mas sua produção é quase totalmente consumida internamente, importando menos de 5% do que consome. O estilo mais consumido é o Pilsen, representando 70% do total. 
Outras tradições são as grandes festas cervejeiras como a Fassenacht, Karneval e Oktoberfest, que já se espalhou por todo mundo; e também os Biergarten, literalmente jardins de cerveja, lugares ao ar livre com grandes mesas comunitárias para o consumo de comida e bebida.

Coluna do jornal O Defensor de Taquaritinga, publicada no dia 5 de setembro de 2014

Escolas cervejeiras: Alemanha

Existem quatros escolas cervejeiras: alemã, belga, inglesa e norte-americana. Vamos começar pela a Alemanha, a escola mais tradicional, que possui a Lei de Pureza de 1516, onde as cervejas são fabricadas apenas com água, malte, lúpulo e levedura. Mas isso não quer dizer que seus estilos são poucos e restritos. Além dessa fidelidade à lei, outras características marcantes são a lealdade à cultura regional e as cervejas com espuma farta.

Antes do século XV só era possível fabricar cerveja no inverno, por causa do clima, para driblar essa situação, os alemães começaram a guardar cervejas com blocos de gelo de rios congelados em cavernas, para poderem consumir a bebida também no verão. Daí vem a palavra Lager, que em alemão significa armazenar, que relacionamos com a cerveja de baixa fermentação.

É derivada dessa família a maioria dos estilos da escola alemã: German e Bohemian Pilsen, Münchener Helles, Märzen, Oktoberfest, Bock e Doppelbock, Schwarzbier, Dortmunder Export, Dunkel, Rauchbier, Vienna. Mas as Ales também possuem suas representantes alemãs: a de trigo Weinzebier, tradicional da Baviera, a Kölsch da cidade de Colônia, Altbier de Düsserdorf e Berliner-Weisse de Berlim.

Foram os alemães que deram início à fabricação de copos de vidro, fazendo o aspecto da cerveja ser melhor observado pelo consumidor.

Na Alemanha é comum cada bairro, vila ou cidade possuir uma cervejaria própria, são mais de cinco mil marcas diferentes feitas por aproximadamente 1300 cervejarias, dessas, metade estão na região da Baviera, onde o consumo de cerveja per capita é de 200 litros por ano, quatro vezes mais do que o brasileiro.

O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, mas sua produção é quase totalmente consumida internamente, importando menos de 5% do que consome. O estilo mais consumido é o Pilsen, representando 70% do total.

Outras tradições são as grandes festas cervejeiras como a Fassenacht, Karneval e Oktoberfest, que já se espalhou por todo mundo; e também os Biergarten, literalmente jardins de cerveja, lugares ao ar livre com grandes mesas comunitárias para o consumo de comida e bebida.

porque não dá pra sair com as mãos vazias de um empório mineiro (em Empório das Geraes)

porque não dá pra sair com as mãos vazias de um empório mineiro (em Empório das Geraes)